Cobertura Avenged Sevenfold no Rio de Janeiro (15 de março)

Sobre o show

Rio de Janeiro, por Lorraine Perillo.  Sabe aquela música que diz “Rio 40º, Cidade Maravilha…”, é isso que, basicamente, define o dia 15 de Março de 2014. Muito calor. Sol de rachar. E muita gente de preto esperando a abertura dos portões. A quantidade de gente jogando água na cabeça foi absurda.

Cheguei por volta das 16h e já tinha muita gente esperando. As filas estavam confusas e a pista comum e premium acabaram se misturando e formaram uma só. Consequência: na hora que os portões abriram, foi aquela confusão pra entrar.

Apesar da mudança repentina de data – inicialmente a banda iria se apresentar no dia 14 de Março – a HSBC Arena estava lotada, com todos os setores esgotados. Era claro que, apesar do calor, da falta de organização na fila e da correria para entrar, todos estavam ansiosos para ver os caras outra vez. Alguns pela primeira vez.

O show estava marcado para começar às 22h00 e, pontualmente, lá estava a bandeira preta com a Deathbat subindo atrás da bateria do Arin Illejay.  Os primeiros acordes de “Shepherd of Fire” foram suficientes para agitar a galera. “Riooo” – Gritou M Shadows quando entrou, para delírio dos fãs. “Fui de cadeira e quando ouvi a introdução da Shepherd, enlouqueci e, literalmente, quase me joguei na pista Premium”. Conta Camilla Lacerda. “Os caras fizeram um show perfeito tocando músicas antigas a atuais. Quase não acreditei quando ouvi “A Little Piece of Heaven”. Foi o momento mais incrível do show e, com certeza, dos três que eu já fui, esse foi o melhor show”, afirma.

A banda seguiu com “Critical Acclaim” (e eu não pude deixar de notar que todos estavam com os dedos levantados em homenagem ao Jimmy), passando por “Beast and The Harlot” e “Hail To The King”. Antes de começar, o Shadows pediu para que todos gritassem “HAIL” e explicou que essa música era dedicada ao “Little King” deles, o baixista Johnny Christ.

 “Consegui ficar na grade e eu e minha namorada conseguimos chamar a atenção dos meninos por causa dos nossos cartazes. O dela estava escrito: “My dream is to hug Zacky or to sing Seize the Day” (meu sonho é abraçar o Zacky ou cantar Seize the Day) e o meu estava: “My dream is to marry her” (meu sonho é casar com ela) e uma seta apontando pra ela. Eles brincavam o tempo todo com a gente por causa disso. Cheguei até conseguir uma palheta do Zacky pra ela. O show foi perfeito, não mudaria nada”, conta Lorena Mattos.

 

Sutiãs voaram, cartazes eram erguidos – alguns com pedidos para subir no palco, outros demonstrando o amor pela banda -, meninas e até algumas mães passando mal com o calor absurdo dentro da Arena e o setlist seguiu com “Doing Time”, “Buried Alive” e “Seize the Day”. Essa foi a música mais emocionante do show. Não sei dizer se era porque tocaram pela primeira vez ou se porque o Zacky V se segurava para não chorar. Luzes se acenderam na mão de cada fã em toda a casa e um coro, até mais alto que o próprio Shadows, acompanhava a música. Muitas pessoas chorando. Em algumas partes, ele deixava que o público cantasse, o que a tornou ainda mais linda de se ouvir. Ao acabar, perguntou “Vocês ainda estão comigo, Rio?”, enquanto a introdução de “Nightmare” começava. É claro que todo mundo gritou e pulou.  A Laís Destri pediu tanto para que a banda tocasse o mesmo setlist de São Paulo, que seu pedido foi atendido. “Em várias músicas, como ‘Buried Alive’, ‘Nightmare’, ‘Afterlife’ e A ‘Little Piece of Heaven’ era difícil até escutar a banda de tão alto que todos cantavam, foi de arrepiar. Olhei para os lados e vi que meus amigos e todos a nossa volta estavam tão felizes, tão envolvidos com o ritmo, com as letras, com a banda que a vontade era que o show nunca terminasse, parecia que éramos infinitos naquele momento”, diz.

Logo após “Nightmare”, a banda tocou um de seus sucessos mais antigos, “Eternal Rest” (do Waking the Fallen). A galera foi à loucura, porque não era uma música esperada. Logo em seguida, Synyster Gates, sozinho no palco, tocou um solo de guitarra incrível – como sempre – deixando todos de boca aberta e enlouquecidos com a habilidade já conhecida do guitarrista. Aos poucos, após o solo, a banda voltava ao palco para iniciar “Afterlife”, que foi muito bem recebida pelo público.

“Para cantar essa música, eu preciso da ajuda de vocês.”. Disse Shadows. “São apenas três palavras e quero que vocês cantem bem alto. É assim: THIS MEANS WAR!”, e diferentemente do que aconteceu no Rock in Rio, dessa vez a galera ajudou, fazendo com que o vocalista parasse de cantar algumas vezes só para ouvir. Mais uma vez, Matt interagiu com a galera antes da última música da primeira parte do show. “I’m not insane. And you?”. E todos já sabiam. Pela primeira vez no Rio de Janeiro, “Almost Easy”. “I’m not insane, I’m not insaaaaane!”. Acabou a música, a banda se despediu da galera, deram tchauzinho, saíram e tudo ficou escuro. Claro que eles voltariam para tocar mais um pouco, mas isso não impediu o famoso coro “Sevenfold, Sevenfold, Sevenfold!”, pedindo para que voltassem.

 

Aos poucos, a voz de Shadows foi aparecendo, lá de trás do palco. “Vocês estão cansados?”. E já retornando, perguntou: “Querem mais?”. Era claro que “Unholy Confessions” era uma das mais esperadas, porque mal começou e um grande rodinha mosh se formou nas pistas Premium e Comum. Assim que acabou, ele falou com os fãs sobre o Rio de Janeiro ser uma das cidades em que os fãs são os mais loucos e disse que iria tocar uma música para o Jimmy. Uma música sobre sexo, assassinato e sexo após assassinato (“A song about sex, murder and sext after murder”). Pronto. A música que todos esperavam há anos. A música que ele prometeu tocar, “A Little Piece of Heaven”. “Before the story begins…”. Na hora do casamento macabro, (“Do you take this man in death for the rest of your unnatural life?”, “Yes, I do” ,“Do you take this woman in death for the rest of your unnatural life?”, “Yes”) alguém jogou um buquê de flores na mão do Shadows. Ele aceitou o pedido e jogou de volta, casando-se com o Rio de Janeiro (“I now pronounce you”).

E assim acabou o dia 15 de março de 2014 que, com certeza, ficará na memória de todos. Eles se juntaram, agradeceram o carinho, aplaudiram, reverenciaram o público, e jogaram palhetas e baquetas para os fãs. Em todos os momentos, foram muito simpáticos com todos os presentes e demonstraram o amor pelo Brasil.

Setlist

01. Shepherd of Fire
02. Critical Acclaim
03. Beast and the Harlot
04. Hail to the King
05. Doing Time
06. Buried Alive
07. Seize the Day
08. Nightmare
09. Eternal Rest
Solo de guitarra
10. Afterlife
11. This Means War
12. Almost Easy

Bis
13. Unholy Confessions
14. A Little Piece of Heaven

Entrevista com Arin Ilejay

Arin conversou com o jornal O Globo, e rasgou elogios para os fãs brasileiros. “Há uma diferença óbvia entre nossos fãs do Brasil e os do resto do mundo. Vocês são muito apaixonados”, afirmou o baterista. A entrevista completa aqui.

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(Fotos por Marcello Sá Barretto/AgNews – via Midiorama)


(Mais fotos de Daniel Croce em seu perfil, aqui)

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4 COMENTÁRIOS

  1. Fiquei completamente decepcionada também por não tocarem bat country em nenhum show que teve no Brasil até agora 🙁

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