Por que o Avenged Sevenfold merece tantos elogios após o Download Festival

Na matéria de hoje você confere alguns dos motivos pelos quais o Avenged Sevenfold se tornou merecedor de mais elogios após a dominar o Download Festival, que aconteceu na semana passada lá na Inglaterra. As revistas Kerrang! e Metal Hammer descreveram em lista e review, respectivamente, os pontos que seus redatores julgaram os mais importantes para falar dessa nova etapa da banda: ser atração principal de festivais.

Talvez, para quem não esteja muito ligado no funcionamento desse tipo de evento, seja importante lembrar que as bandas mais consagradas e de todos os meios musicais ocupam esse espaço. Ser headliner é um divisor de águas na carreira de qualquer banda e saber aproveitar este momento talvez seja o empurrão que todas desejam e precisem para alcançar ainda mais público.

Rafa Alcantara gravando M Shadows no Download Festival (FOTO: Kerrang! Radio)
Rafa Alcantara gravando M Shadows no Download Festival (FOTO: Kerrang! Radio)

Voltando ao nosso tema, a Kerrang! preferiu fazer uma lista mais informal sobre cinco pontos que chamaram atenção na apresentação e que são:

1. “Eles tem muiiiiiiiiiita pirotecnia”

Então, eles não trouxeram sua enorme Deathbat flutuante para seu primeiro headline set no Download, mas Buried Alive e Almost Easy esquentaram a noite, com enormes canhões de fogo explodindo a cada refrão. Eles eram tão poderosos que fizeram até a chuva desaparecer. Verdade!


2. “Eles tocaram uma tonelada de canções antigas”

O A7X decidiu tratar os fãs com alguns cortes mais profundos de Waking The Fallen e City of Evil, que eles não fizeram na última vez que tocaram no Reino Unido. De que canções estamos falando? Bom, faixas como Second Heartbeat (depois de um solo de God Save The Queen feito por Synyster Gates – legal), Seize the Day e até Burn It DownIsso. Foi. Assim. Incrível.

3. “Eles fizeram um tributo a The Rev”

Não é preciso nem dizer, mas a presença de Jimmy “The Rev” Sullivan fez muita falta ontem à noite. M. Shadows revelou que a mãe de Jimmy telefonou para ele antes do show e o disse “Vai e arrebenta – isso é o que Jimmy queria”. Shadows em seguida dedicou um emocionado “So Far Away” para seu antigo colega de banda (e de vida)… Foi realmente muito bonito.


4. “HTTK parece realmente matador ao vivo”

Shepherd Of Fire… This Means War… Hail To The King… eles realmente soam gigantescas ao vivo e trazem muitos novos elementos ao show do Avenged. Synyster Gates e Zacky Vengeance são dois dos melhores guitarristas no mercado e cada nota, riff e solo estão perfeitamente harmonizados e provam que o novo álbum, que antes era um divisor de opiniões, tem agora seu espaço no set ao vivo.

5. “Eles entraram para a história do Download”

Muitos reclamaram que o Avenged Sevenfold não era bom o suficiente para ser atração principal do Download e ficaram resmungando quando eles foram anunciados no topo da lista deste ano. Mas M. Shadows e cia, ganharam totalmente o status de atração principal e sem dúvida nenhuma eles serão atração de vários festivais de rock e metal nos próximos anos. Então, até lá.

OBS.: “God Save The Queen” é uma música da banda inglesa Sex Pistols.

Já a Metal Hammer, através de Catherine Morris, preferiu fazer uma review – sintética – da sexta-feira 13 avengeriana:

“À medida que o sol se põe sobre Download, é hora de finalmente descobrir se a escolha controversa Avenged Sevenfold é merecedora de seus lugares no headline sobre um ato mais rock “clássico” ou metal. Logo após fogos de artifício e pirotecnia sinalizarem sua chegada ao palco, torna-se absurdamente claro que a resposta é um retumbante sim, por várias razões. Eles chamam uma multidão se encaixando em uma headline, e eles trouxeram uma imagem impressionante no palco para combinar. O vocalista M. Shadows exala carisma e domina o palco com seu jeito seguro de si, mas crucialmente, ele também está interessado em demonstrar o quanto humilde a banda é por sua experiência, e por sua recepção.

Eles estão plenamente conscientes de que estão em uma posição invejável, e eles estão aí para provar que eles merecem isso tocando um conjunto de favoritos ao vivo intercalados com coisas mais profundas como “Burn it Down” do álbum “City of Evil”, a qual eles não tocavam ao vivo há cerca de oito anos. “Bat Country” deixa todos insanos e seu título mais recente, “Hail to the King” soa imenso e como um hino, especialmente com milhares de pessoas cantando junto com cada palavra. Sua musicalidade é firme, com o ataque das guitarras gêmeas de Synyster Gates e Zacky Vengeance firmemente harmônicas como uma sirene.

Talvez a coisa mais difícil de alcançar em um show dessa magnitude é uma ligação emocional com o público, mas quando eles dedicam “So Far Away” ao falecido Jimmy ‘The Rev’ Sullivan, a multidão se quebra em uma rodada de aplausos que duram um bom minuto, e levantam seus isqueiros para o ar pelo resto da música. É um conjunto perfeitamente julgado em termos de ritmo – eles sabem quando esquentar as coisas e quando esfriá-las. Quando a música termina, M. Shadows diz à multidão sobriamente, “Esta noite não vai durar para sempre.” E com isso, vem uma encore com grandes hits incluindo uma poderosa performance de “A Little Piece of Heaven” que tem todos na multidão do palco principal cantando como um só. O Avenged veio, viu e conquistou esta noite – com pólvora suficiente para fazer Guy Fawkes se molhar de ciúmes. Vamos sem dúvida vê-los novamente.”

Dito isso, o fato o que declaramos lá em cima se configura ainda mais como real: ser headliner, para o Avenged Sevenfold, só tem a trazer ainda mais surpresas pra banda. E quais serão elas? O Deathbat Brasil, com certeza, estará a postos para te contar.

FONTE/TRADUÇÃO: Deathbat News (1, 2)Metal HammerKerrang!/ Deathbat Brasil (Brooke Zanetti & Paula Biazús)

 

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