Entrevista Exclusiva da Revolver com M. Shadows

Avenged Sevenfold dominou o Revolver Golden Gods 2011 no mês passado, tanto no palco quanto nos votos dos fãs aos prêmios indicados, sendo assim, faz sentido que eles devem aparecer na capa da nova edição Golden Gods, que está atualmente nas bancas e disponível online aqui . Os membros da banda levaram para casa os troféus de Melhor Guitarrista, Melhor Vocalista e Melhor Álbum, e o setlist da apresentação foram de seis músicas que foram o assunto da noite, culminando em colaborações com Duff McKagan, do Loaded, Velvet Revolver e Guns N ‘ Roses, tocando “It’s So Easy” do GNR, e Vinnie Paul, do Hellyeah e Pantera, na última faixa, com “Mouth for War” do Pantera. Essa performance aniquiladora será transmitida como parte da VH1 Classic’s com uma hora de duração Revolver Golden Gods, que apresenta os destaques do show de três horas e estréia no sábado, dia 28 de maio às 10:00 ET (assista ao trailer aqui).

Aqui, o vocalista do A7X, M. Shadows, revive a noite memorável.

REVOLVER: O que você achou da Golden Gods?

M. Shadows: Oh, ótimo. Foi muito bom ver todos os nossos amigos. Nós não conseguimos, necessariamente, sair e se divertir tanto quanto eu queria, porque estávamos entre as turnês. Eu adoraria ver, relaxar, me divertir e assistir ao show, e não ter que sair às 6 da manhã [do dia seguinte] para a turnê. Mas foi realmente um “arregaço”. Nós tivemos uma ótima noite. Foi muito legal ver vários dos nossos fãs lá, e vimos os amigos de outras bandas. Tivemos uma grande noite.
M. Shadows no Golden Gods 2011
Vinnie nos disse que tinha dúvidas sobre tocar “Mouth for War”. Ele disse isso para vocês?

M. Shadows: Sim, sabe, ele me disse: “Ei, cara, talvez nós devemos apenas tocar ‘Walk’.” Ele estava tipo, “Eu não sei, eu não toco ” Mouth for War ” faz um bom tempo”. “E eu disse, “Sério? Vamos apenas tentar. Vamos tocar”. E ele disse, “Cara, eu não sei”. Então, nós tipo deixamos chegar até lá [na passagem de som] e senti-lo, e eu acho que ele sentiu-se um pouco desconfortável na bateria do Arin, e não saber o que iria rolar. Mas ele trabalhou com isso, e ele começou a tocar, e logo depois, começamos a tocar com ele. E nós corremos atrás disso, e ensaiamos, e foi tudo ótimo. Mas eu acho que ele estava um pouco nervoso sobre ir lá e tocar uma música que ele não tem tocado à algum tempo, como foi feito no Ozzfest em Dallas. Mas foi tudo bem.
Zacky, Vinnie Paul e Shadows

O que você achou do desempenho da música?

M. Shadows: Eu achei que foi ótima e divertido. Nós vamos lá (palco), toda noite, e esperamos estar no ponto, no topo do nosso intuito. Eu acho que foi um pouco estranho não tocar com nosso equipamento, porque tudo estava em turnê. Foi em Louisiana [onde a primeira data da turnê Welcome to the Family começou]. Sendo assim, é sempre assustador, chegar em uma situação onde você terá que lidar com um rack novo de guitarra e bateria, é estranho, e todo tipo de coisa, isso e aquilo. Foi tudo maravilhoso, foi divertido, e espero que isso passe no VH1 Classic.

Houve algum músico ou banda que você gostaria de conhecer que se destacam no GG?

M. Shadows: Eu não fiquei lá por muito tempo porque eu sempre faço um aquecimento antes de cantar. E eu estava no quarto do hotel certificando que a minha voz estaria bem para o show. Então, quando eu cheguei lá, a única coisa que me chocou foi que Robert Trujillo e Lars Ulrich, (do Metallica), que entraram em nossa sala e começaram a assistir ao jogo dos Lakers conosco. Eles abriram uma cerveja, e aquilo foi uma das coisas mais legais do mundo. Só em ser capaz de andar com os caras do Metallica, e dizendo, “E ai cara, tudo beleza? O que vocês estão fazendo? ” e ser amiguinhos, é algo incrível. Nós poderíamos simplesmente relaxar, assistir ao jogo dos Lakers. Foi realmente uma experiência surreal e legal, porque nós amamos esses caras e foi muito bom ter acontecido isso.

Lars Ulrich e Robert Trujillo (Metallica)

Vocês não chegaram a fazer passagem de som com Duff. Como você acha que foi a performance?

M. Shadows: Foi muito bom. Acho que estávamos mais nervosos do que ele. Porque nós estavamos como, “Nós ainda não tinhamos tentado com você ainda.” E foi bizarro, porque nós não tinhamos feito nada juntos. E continuamos perguntando a ele, e ele estava tranquilo e disse: “Sim, eu sei como toca-la.” E nós estavamos, “Sim, nós sabemos como tocar também, mas seria bom se pudéssemos, pelo menos uma vez juntos. ” E então ele disse, “Oh, eu vou cantar os vocais com você também. ” E eu disse, ” Tudo bem.” E eu achei que foi ótimo. Fiquei realmente surpreso também. Obviamente, ele sabia como tocar a música perfeitamente, mas eu estava mais preocupado conosco, e não ele, e sim em tocar com ele. Mas eu achei que foi ótimo, ele é um grande cara, e foi muito bom.

M. Shadows e Duff McKagan

Fonte: Revolver Magazine

Tradução: Lucas Santos.

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