Especial Waking The Fallen: a criação do álbum que mudou uma geração

Na série de matérias especiais do Deathbat Brasil sobre o relançamento do já tão falado CD Walking the Fallen do Avenged Sevenfold, você volta no tempo e chega ao nascimento do disco propriamente dito, em 2003. Se antes dele o clima entre os jovens da banda era o de auto-conhecimento e afirmação no cenário onde decidiram investir (o rock), agora, os músicos, nesta fase,  já sentem-se mais seguros para enfrentar uma mudança importante dentro do estilo, no segundo disco. Acompanhe como foi esse novo trabalho, que com certeza moldou de forma positiva o perfil profissional de cada integrante da banda. Veja ainda o que fez desse álbum ser tão marcante, a ponto de ser “ressuscitado” 11 anos depois.

Especial Parte 1 Waking The Fallen: antes do álbum que mudou uma geração

Pré-venda exclusiva do Waking The Fallen: Resurrected no Brasil

Avenged Sevenfold fechando a formação com Synyster Gates e Johnny Christ (Foto: Divulgação)
Avenged Sevenfold fechando a formação com Synyster Gates e Johnny Christ (Foto: Divulgação)

Lançado no dia 26 de agosto de 2003 pela Hopeless Records, o Waking The Fallen (WTF) foi o segundo álbum de estúdio da banda e o primeiro com o baixista Johnny Christ.  O WTF foi considerado um dos melhores álbuns de metalcore da história e foi amplamente reconhecido por grandes nomes, como a revista Rolling Stone e a Billboard, que os comparou com Iron Maiden e Metallica. Além disso, foram três mil cópias vendidas na primeira semana de lançamento. Foi durante a criação do Waking The Fallen que eles perceberam que não precisavam gritar. M. Shadows tem uma voz incrível e notou que poderia fazer um CD apenas cantado. Então, em conversa com seu produtor Andrew Murdock, o vocalista explicou que queria fazer um álbum metade gritado e metade cantado. Com isso, o Avenged Sevenfold se tornou maior e mais popular. Em 2003, iniciaram uma série de shows com a Take Action Tour, em divulgação do novo álbum (WTF). A tour passou por várias cidades dos Estados Unidos e recebeu críticas positivas por onde esteve presente.

Take Action Tour (Foto: Reprodução)
Take Action Tour (Foto: Reprodução)
Datas da Take Action Tour (Foto: Reprodução)

No mesmo ano, ganharam ainda mais fama e prestígio ao tocar no famoso festival Vans Warped Tour.

Anúncio do Vans Warped Tour (Foto: Reprodução)

Confira o show completo do Avenged Sevenfold ao vivo em 2003 na Vans Warped Tour:

Em 2004, o Avenged Sevenfold foi convidado mais uma vez a voltar à Vans Warped Tour e esse foi o momento em que todas as gravadoras apareceram. Conversando com várias delas, onde julgam ter sido muito bem tratados, a Warner Brothers Records foi eleita por se encaixar mais com o perfil da banda. O quinteto sempre teve uma visão clara de onde queria chegar com a música e com a banda e queria continuar assim. A gravadora decidiu que estava na hora de lançar um clipe com o intuito de promovê-los para trabalhos futuros. A música escolhida foi “Unholy Confessions” e o clipe foi destaque na MTV2’s Headbanger’s Ball.

Confira o clipe de Unholy Confessions:

“Eu, definitivamente, sabia que havia uma química entre o Avenged e os fãs que nenhuma outra banda tinha. Eles acreditavam que estávamos fazendo algo realmente especial. E nós também.” – Synyster Gates, para o documentário “Waking the Fallen: Resurrected”, disponível a partir do dia 25 de Agosto pela Hopeless Records.

 

Show da banda na casa de shows Chain Reaction em Orange County (Foto: Divulgação/HOPELESS RECORDS)

PRODUÇÃO: – Andrew Murdock– Produtor (Hopeless Records) – Fred Archambault – Co- Produtor – Scott Gilman – Orquestra e programação – Participação especial: Brian Haner, mais conhecido como Papa Gates (pai de Synyster Gates) – Guitarra havaiana e violão.

“Nós procuramos por diferentes produtores para o Waking The Fallen e Murdock e Fred deram tudo de si”, contou Gates no documentário “All Excess”.

Na época, eles se apresentaram para os produtores como se fosse de brincadeira, de qualquer jeito, e, mesmo gostando muito do que estavam ouvindo, ainda não estava perfeito. Foi Andrew quem pediu para que eles tocassem melhor, avisando-os que, daquele jeito, o disco não ficaria bom. Foi ele o responsável por ensinar a banda como fazer um bom álbum e os ajudou a construir o framework que eles iriam usar tempos depois.

“Eu aprendi a ter mais alma no Waking the Fallen. Tinha horas que eu não conseguia fazer o que devia ou onde exatamente eu tinha que me encaixar e ele (Murdock) me ajudou muito com isso.” – Johnny, em entrevista para o documentário “All Excess”.   “Eu lembro de escutar a Second Heartbeat e essa música foi tipo ‘Uau, isso é mesmo legal!’ Eu pensei tipo: ‘Sim, adoraríamos fazer parte disso.’” – Fred Archambault, em entrevista para o documentário “All Excess”.

Por causa de Murdock, o jeito de escrever música melhorou imensamente, afirma M. Shadows. O produtor pegava no pé deles para que produzissem músicas de boa qualidade e os fazia repetir os arranjos muitas vezes. O que foi muito bom, pois o álbum não alcançaria tanto sucesso se não fosse por sua equipe de produção.

Electric Factory, Philadelphia, PA, no dia 29 de Setembro de 2003. (Terceiro show da Take Action Tour).
Tempos de Waking the Fallen: Electric Factory, Philadelphia, PA, no dia 29 de Setembro de 2003 (Foto: Divulgação/Terceiro show da Take Action Tour)

CURIOSIDADES SOBRE O WAKING THE FALLEN:

  • – Último álbum gravado na Califórnia (depois eles foram para Houston, Texas);
  •  – É o último álbum em que M. Shadows utiliza o que pode se chamar de gritos excessivos;
  • – O constante tema do álbum parece estar voltado para o fim da humanidade e especificamente destinado para o apocalipse;
  • – Referências bíblicas aparecem em todos os álbuns. Em “Chapter Four”, por exemplo, tem referências de Caim e Abel. (“I’ve come here to kill you, won’t leave until you’ve died, murder born of vengeance, I closed my brothers eyes tonight”);
  • – Este foi o álbum mais aclamado pela crítica, como o melhor álbum de metal do ano de 2003. Um dos melhores álbuns da história, considerado o Magnum opus (refere-se à melhor, mais popular ou renomada obra de um artista) da banda;
  • – “Chapter Four” foi destaque em jogos de videogame como NASCAR Thunder 2004, Madden NFL 04 e NHL 04, o que ajudou a banda a ser mais reconhecida e assinar um contrato com a Warner Brothers Records;
  • –  O álbum foi certificado pela RIAA em 2009, com 556 mil cópias vendidas nos Estados Unidos;
  • –  O vídeo de “Unholy Confessions” foi feito em 6 de Março de 2004, afim de mostrar a banda antes do lançamento de seu próximo disco em 2005 (City of Evil);
  • – O CD possui duas capas: uma interna e uma externa que o protege.
  • – Johnny’s Bar: “Quando estávamos escrevendo o Waking the Fallen e o City of Evil, íamos lá todos os dias escrever e depois discutíamos sobre as músicas. Tentávamos ajeitá-las, sabe. Você escreve o dia todo e então senta para ver a música e diz ‘essa é uma boa música!’. Então íamos lá e eles nos traziam bebidas e cerveja. E era tipo ‘quem quer tentar isso?’. Foi uma parte muito importante no processo de escrita.”  M. Shadows, em entrevista para o  documentário “All Excess”.
Waking the Fallen: Capa Externa e Interna (Foto: Divulgação)
Waking the Fallen: Capa Externa e Interna (Foto: Divulgação)

O Avenged Sevenfold não conquistou a fama de repente. Foram anos de estrada, batalhando e enfrentando obstáculos. Em entrevista para a Metal Hammer (confira aqui), os meninos disseram que, apesar de tudo, se divertiram bastante durante as viagens. Encararam horas e horas dentro de uma van indo de show em show. Mesmo com toda a dificuldade, chegaram ao sucesso, conquistando fãs por onde passaram.

Confira terceira parte do especial >>

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