Especial: Pinkly Smooth

Em 1995, uma banda com nome familiar aos fãs de Avenged Sevenfold foi formada. Existem centenas de videos e fotos de seus excêntricos integrantes espalhados pela internet – incluindo é claro, The Rev, que se comportava como  frontman do que hoje chamamos de um projeto paralelo formado por alguns dos integrantes do Avenged Sevenfold. Desde então o Pinkly Smooth atiça a curiosidade dos fãs. Por isso, a equipe do Deathbat Brasil preparou um especial sobre a banda que você confere a seguir nas palavras de Paula Biazús e análise sonora por Pablo Gunner.

Pinkly Smooth

Se é possível falar que o Avenged Sevenfold é uma família, Pinkly Smooth seria o relacionamento extraconjugal dos membros desta banda e o CD que foi lançado pela Bucktan Records e que contava com seis faixas é o filho “fora-do-casamento” do A7X, porém não menos amado que a seleta prole do A7X que já conta com 6 CDs e 2 DVDs oficiais.

Formada no verão de 1995 e retomada no verão de 2001, a banda Pinkly Smooth da cidade de Huntington Beach (Califórnia, EUA) tinha três componentes da banda que formavam o Avenged Sevenfold – quase que paralelamente -, a saber The Rev, Syn Gates e  Justin Meacham (baixista do A7X antes de Johnny Christ).

A “história de amor” que deu origem à banda que hoje podemos considerar como um projeto é de que em férias das bandas os membros se encontraram em um hotel, em sua cidade natal mesmo, e lá resolveram apostar em uma banda que tinha por influências as bandas “Queen ai Meshuggah” e “Danny Elfman”. Estas influências podem ser apreciadas nas harmonias vocais de The Rev, nos tempos absurdos da bateria, nos riffs de guitarra e melodias estranhas do piano que aparecem inesperadamente no decorrer das canções.

Pinkly Smooth

                 Pinkly Smooth apresenta uma variedade muito grande de estilos em suas músicas, produzindo assim uma sonoridade única. Para aqueles que gostam de rótulos a banda é classificada como Avant- garde metal, que tem suas bases no experimentalismo e na forma desestruturada de fazer as músicas, misturando se vários estilos musicais.
É perceptível no som do Pinkly Smooth uma mistura que vai do Death metal até o ska, passando ainda por um pouco de punk, vanguarda e country.

                 As músicas da banda geralmente se baseiam no entorno do teclado, com vários sons “extra-instrumentais” como risadas histéricas, vidros quebrando, grunhidos e etc. Tudo deixa transparecer um ambiente músical que retrata um teatro de horrores, desde as letras que rodeiam cenas de morte e assassinatos e pensamentos de uma mente pertubada, guitarras hora com riffs pesados, hora riffs “cleans” até o vocal que alterna entre a voz de barítono de Rev à guturais e coros, sendo o baixo e a bateria a “cozinha” muito bem feita por sinal, para toda essa loucura musical.

                 O único cd da banda denominado Unfortunate Snort possui músicas de duração em torno de 4 minutos, a maior música é Necromance Theatre com 7 minutos e 08 segundos, música essa que tem um riff bem curioso aos 0:57 de duração; são gemidos que se postam no tom da música.

Mezmer começa com um solo desconcertante e rápido, passa por momentos que se apresentam cômicos em um sentido mais sádico, com muitas pausas onde se destacam os vocais rasgados e teatrais.
Nosferatu Does A Hefty Dance poderia ser tema de um filme old school de terror, com um começo feito no piano que remonta a sonoridade da vanguarda e passa a ilusão de um baile das trevas. Coros e vozes demôniacas são ouvidos, as guitarras são bem construidas, mas o teclado sempre dita o diferente e único som do Pinkly na música.
Pixel & Nasal se encaixa no estilo das músicas do resto do álbum, sempre a impressão de um teatro de terror, destaca se o final com uma passagem pelo country americano, e os vocais rápidos e de difícil assimilação em certos trechos.
The Body Of Death Of The Man with the Body of Death não apresenta maiores destaques, sua letra descreve partes de um romance controverso e louco.
Mcfly é a música que mais apresenta elementos populares, talvez não consigamos a classificar como “pop”, mas o refrão pegajoso e a não variação tão grande de ritmo a torna especial, a levada é divertida e contagiante, uma música muito interessante com toda certeza.

                 Pinkly Smooth é uma banda única e inigualável, o som era o início do que ainda estaria por vir anos mais tarde com o Avenged Sevenfold.  As músicas apresentam uma temática mais voltada ao público alternativo jovem, o som ainda pouco podado, já apresentava muita técnica porém pouca definição. Com toda certeza o objetivo não era fazer algo popular, mas sim algo que fosse divertido, lúdico e teatral; objetivos esses que foram alcançados com êxito. As gravações não são excelentes, mas é tudo muito audível e claro. Para quem não conhece, vale a pena ouvir, se tiver a mente aberta para novos conceitos músicais e saber entender o que se quer dizer.

Algumas informações bem interessantes:
• Após o lançamento de Nightmare, dentro de vários releases sobre o novo trabalho dos caras continha uma curiosidade, a de que a melodia de Fiction é uma composição que data de antigas composições do Pinkly Smooth e que aliadas a um momento melancólico culminaram na que é considerada a última obra-prima de Jimmy;
• Lá por outubro de 2009, Ben (El Diablo) havia se encontrado com James (The Rev), antes de seu falecimento, e haviam decidido reformar e retomar o Pinkly Smooth e ver o que poderia surgir, mas infelizmente não houve tempo para tal.

                                    

“…A darkened, dim-lit hallway ‘til…
Black lights and figures fly out,
 Perfect expression of theater
and how I’ve tasted my own blood…”

Agradecimentos: Pinkly Smooth Itália

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