Para Johnny Christ, o A7X está “entrando na área de ‘teste do tempo'”

Quinze anos após a formação original, o Avenged Sevenfold foi desafiado, ao que é sem dúvida a maior honra que uma banda de heavy metal pode atingir nos EUA: uma vaga como atração principal no Rockstar Energy Drink Mayhem Festival.  O início desta prova aconteceu no último dia 5 (de julho), no San Manuel Amphitheater em Devore (CA).

M. Shadows e Syn Gates no show em San Bernardino (CA) (FOTO: Vanessa Franko/PE)
M. Shadows e Syn Gates no show em San Bernardino (CA) (FOTO: Vanessa Franko/PE)

Synyster Gates, M. Shadows and Johnny Christ falaram para a Press Enterprise, de Riverside (CA) sobre a gravação de ‘Hail To The King’ e sobre a esperança de se tornar uma banda que passou pelo “teste do tempo”.
Para o Avenged Sevenfold, que inclui o vocalista M. Shadows, o baixista Johnny Christ, o novo baterista Arin Ilejay e os guitarristas Synyster Gates e Zacky Vengeance, o Mayhem Festival é a coroação do álbum “Hail to the King”, o álbum que, segundo a Press, é o álbum mais contundente e com maior sonoridade que a banda de Huntington Beach já lançou.

Gates e Shadows gastaram muito tempo em suas casas ouvindo uma variedade de músicas rock, voltando-se para o básico e artistas que vários de seus ídolos listaram como influências. Eles quebraram diversas faixas e tanto o quanto podiam, onde Gates lembra ter travado longas discussões filosóficas sobre AC/DC e Rolling Stones.

A ideia, eles dizem, era despir e simplificar, cortar ao máximo os duelos de guitarra, os backing vocals ao estilo de Queen.

“Eu estava animado em sentar e tranquilizar-nos do que podíamos fazer”, diz Gates. “Nós tínhamos uma visão clara do que queríamos fazer neste álbum, mais do que fizemos em qualquer outro álbum antes”.

“Foi tudo muito simples”, Shadows continua. “Mas se você adicionar um mau rifd ou apenas uma pequena nota ruim, já destrói tudo. Esses caras (AC/DC e Stones) são gênios no que fazem, porque a maioria das bandas parecem não conseguir se conter – e eles acabam bagunçando tudo. Então nós demos o nosso melhor para não acabar com tudo”.

“Nós tivemos grandes momentos”, diz Gates. “Mas nós sempre estivemos em uma suave constante, uma inclinação crescente, e eu acho que isso nos manteve com os pés no chão. Não houve sucesso repentino aqui e nós não temos que lidar com um monte de quente e frio”.

“Temos sorte de ter grandes fãs que estiveram de pé por nós, nos deixando sermos nós mesmos, tentando novas coisas”, Johnny Christ adiciona. “É uma viagem agora ver que outras bandas tem falado, que se espelham em nós. Na minha cabeça, eu ainda ainda tenho 18 anos e estou tentando imitar Pantera no meu quarto”.

“Mas nós estamos começando a entrar na área de “teste do tempo”. Felizmente, nós vamos passar por isso e nos tornaremos a banda que passou por isso. Agora, nós estamos apenas caminhando enquanto ainda temos jovens entre nós”, conclui o baixista.

 

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Mike Danenberg

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